Setembro Amarelo: Se você precisar, peça ajuda

Setembro amarelo

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A campanha do Setembro Amarelo procura prevenir o suicídio e conscientizar a população mundial sobre a importância de se falar sobre o tema.

Embora ainda existam estigmas sobre o suicídio, nos últimos anos se tornou consenso que uma das principais ferramentas na luta contra é a comunicação. A desmistificação dos tabus é uma tarefa de todos e pode salvar a vida de milhares de pessoas.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 32 pessoas se suicidam todos os dias no Brasil. Isso equivale a uma pessoa a cada 45 minutos. Os dados mostram a urgência na tomada de medidas.

Em setembro, a luta toma força, mostrando para  o mundo que existe uma solução e que estarmos unidos nisso pode ajudar.

 

Origem do Setembro Amarelo

A campanha do Setembro Amarelo surgiu no Brasil em 2015 e, até hoje, abraça todos os dias do mês de setembro. A escolha do mês deve-se ao dia 10 de setembro ser considerado o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.

A origem data de 1994, com a morte do jovem Mike Emme de apenas 17 anos. Seu suicídio foi uma surpresa para tofos, pois Mike era um jovem talentoso, animado, que adorava automobilismo e até mesmo restaurou um Mustang 68 com a cor amarela. 

Em seu velório, dezenas de pessoas, que até então não suspeitavam que Mike enfrentasse problemas, se uniram para conscientizar a população local. Naquele dia, eles passaram de mão em mão uma cesta com fitas amarelas, lembrando o Mustang de Mike. Na cesta haviam cartões “Se você precisar, busque ajuda”.

Os cartões chegaram a quem precisava e pouco a pouco alcançou diversos países em todo o mundo. Neste ano, a campanha nacional do Setembro Amarelo tem a frase dos cartões como tema, dando destaque a importância de pedir ajuda.

 

Foto: Raíssa Pimenta.

Muito mais sério do que imaginamos

O Brasil apresenta uma taxa crescente de mortes por suicídio. De 2016 até 2021 houve cerca de 49,3% de aumento de casos entre pessoas de 15 a 19 anos. Entre adolescentes de 10 a 14, foi 45% de aumento.

Anualmente, cerca de 12 mil pessoas cometem suicídio no Brasil. A nível mundial, os números chegam a 1 milhão. O que significa que uma pessoa morre a cada 40 segundos por esse motivo.

Os dados já impressionam, mas é importante considerar que, mesmo com toda a divulgação, ainda existe uma alta taxa de subnotificação de casos. Por isso, falar é a melhor ferramenta.

O problema ocasiona a morte de mais pessoas que doenças como AIDS e câncer. Isso poderia ser mudado através da prevenção em pelo menos 9 de 10 ocorrências.

O suicídio é um problema chamado multifatorial. Ou seja, acontece não apenas por um motivo, mas uma reunião de fatores psicológicos, genéticos, culturais, biológicos e socioambientais.

Sem distinção de gênero, cor, orientação sexual e qualquer outro fator, o suicídio costuma ocorrer mais entre jovens de 15 a 29 anos que apresentam algum transtorno psicológico.

Cerca de 98% daqueles que cometem suicídio apresentam sintomas de depressão, transtorno de bipolaridade ou abuso de substâncias. Por isso, realizar acompanhamento médico e psicológico é indispensável quando falamos sobre prevenção.

 

Entendendo os sinais

Embora muitas pessoas acreditem que quem irá cometer suicídio não avisa, normalmente, existem sinais claros que precisam ser reconhecidos logo. A campanha do Setembro Amarelo busca justamente informar isso à população e tornar conhecimento de todos.

Dessa forma, podemos unir forças contra o suicídio.

  • Publicações em redes sociais com conteúdo negativista ou participação em grupos que incentivam o suicídio;
  • Queixas de angústia e falta de sentido na vida;
  • Isolamento e distanciamento de todos;
  • Intenções suicidas;
  • Desistir de planos para o futuro;
  • Desinteresse, mesmo diante de acontecimentos graves;
  • Atitudes que possam ser consideradas perigosas;
  • Despedir-se e organizar assuntos como testamento;
  • Presença de doenças psicológicas não tratadas.

 

Foto: Pixabay.

É importante falar sobre o assunto

O principal foco do Setembro Amarelo é popularizar a ideia de que falar é a melhor resposta.

Comunicar seus problemas e procurar ajuda é um grande passo e o início de um processo. Conversar com alguém, seja um familiar, um amigo e, principalmente, um profissional da saúde, pode ajudar no alívio do sentimento de angústia.

Queremos alcançar todas as esferas da sociedade e auxiliar no reconhecimento de padrões de comportamento. Para isso, todos os setores da saúde nacional estão preparados para acolher.

As equipes dos CAPS, nas unidades básicas de saúde (postinhos), na UPA 24h, SAMU e pronto-socorro têm o treinamento necessário para ajudar. E através do 188, da Centro de Valorização da Vida (CVV), você sempre pode conversar com alguém 24hrs.

Seja através do site, e-mail ou pelo telefone, o serviço é gratuito e sigiloso para que você sempre tenha com quem contar, independente do dia do ano.

Não deixe de pedir ajuda.

 

Saiba mais sobre esse assunto: Meses coloridos: o que representam?

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